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Mãe confessa ter deixado bebê em canaleta no Recife

Exames de DNA confirmaram identidade dos pais; flagrante não pode ser lavrado, mas prisão dela já foi pedida.

Delegada Camilla Lydia e, do do DPCA, Darlson Macedo e Ademir Oliveira Foto: Thiago Cabral/Folha de Pernambuco

O bebê encontrado em agosto em uma canaleta, na Zona Oeste do Recife, foi deixado no local pela mãe, Joyce Cordeiro de Araújo, de 20 anos. A mulher confessou o crime à Polícia Civil, que apresentou o caso na manhã desta terça-feira (10). O caso ocorreu na comunidade do Curral, no Bairro do Cordeiro, segundo a Polícia – inicialmente havia sido divulgado como Torrões.

A Polícia pediu a prisão preventiva dela à Justiça, uma vez que Joyce foi encontrada só muito depois do crime e, portanto, não houve flagrante. Ela prestou depoimento na última sexta-feira (6) e vai responder pelos crimes de tentativa de homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e de maneira maléfica, uma vez que a criança morreria afogada ou asfixiada no saco em que foi deixada. A mãe se desfez do corpo logo após o parto e, para a Polícia, foi um crime premeditado.

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“Esse caso gerou uma comoção muito grande. A gente tentou de todas as maneiras identificar os genitores e quem seria a pessoa que aparecia nas imagens que a gente conseguiu, de câmeras particulares, abandonando essa criança dentro do esgoto com poucas horas de vida”, afirma Darlson Macedo, gestor do Departamento de Proteção à Criança e Adolescente (DPCA).

Durante a investigação, moradores da área informaram à polícia que havia uma mulher com a barriga muito grande que não foi vista depois com bebê algum. A polícia identificou Joyce e levou para interrogatório. “Após ser confrontada com diversos indícios, ela não teve como negar. Inclusive DNA. A gente submeteu a mãe e o pai a exame de DNA e o laudo comprovou que eles são os pais biológicos”, afirmou Macedo.

À Polícia, Joyce alegou que não queria ter a criança, disse que o marido tinha ameaçado abandoná-la se ela engravidasse de novo – ela é mãe de uma uma menina, de 1 ano e 4 meses. O delegado contou que a população ajudou a identificar os culpados. “Ela ia simplesmente se livrar de um ser humano, isso deixou todo mundo muito indignado. A gente fica surpreso porque os pais protegem seus filhos até com a própria vida. Isso vai contra a natureza, ela deixou o filho no esgoto, a cerca de 60 cm de profundidade. A água já estava subindo. Se essa criança não fosse encontrada, teria morrido. Ela ficou cerca de 1h30 lá”, analisa o delegado.

O delegado lembra que Joyce teve cerca de 40 dias para procurar a polícia, o caso foi bastante divulgado. “Ela planejou tudo. Não fez nenhum exame pré natal, não procurou nenhuma unidade hospitalar”, contou Macedo. 

PM’s que encontraram o recém nascido numa vala de esgoto nos Torrões, Cabo Domingues e SD Augusto Melo – Crédito: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

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